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A Liberdade de Imprensa em tempos de fake news.
  • A Liberdade de Imprensa em tempos de fake news.

    Não há como negar que o modo como consumimos a informação mudou com a chegada das redes sociais. Jornalistas e a imprensa em si, continuam desempenhando um papel importante na sociedade, ao trazer fatos e manter a população bem informada sobre o que acontece no país e no mundo.
    Porém, em tempos de fake news e de uma crescente onda de intolerância, se faz necessária uma reflexão mais profunda sobre o papel da imprensa nos dias atuais. A data não poderia ser melhor, afinal o dia 03 de maio é instituído pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. 
    No Brasil, após os duros anos de ditatura militar, o Direito da Liberdade de Imprensa é garantido pela Constituição Federal.  Mas, em trinta anos muita coisa mudou e com a chegada das redes sociais, qualquer usuário pode propagar com uma rapidez assustadora qualquer informação, ela sendo verdadeira ou não.
    Hoje existe um limite tênue e muitas vezes invisível sobre o que pode ser considerada “liberdade de imprensa” e a distorção dos fatos. Vivemos em uma espécie de guerra da informação, em que os novos meios de mídia vêm se tornando veículos cada vez mais livres e independentes, levantando bandeiras e debatendo temas que até quinze ou vinte anos atrás eram considerados tabus. 
    O problema dessa maior liberdade encontrada nos meios digitais é que nem sempre a autenticidade da informação é pesquisada, o que acaba gerando uma avalanche de propagação de notícias falsas e distorcidas. 
    Uma fake news quase sempre começa com um boato e aos poucos acaba ganhando status e relevância de uma notícia verdadeira. Um bom exemplo do poder de fake news é a ultima eleição norte-americana em que os assessores do então candidato Donald Trump, espalharam a notícia que o Papa Francisco apoiava o republicano. O Vaticano até chegou a desmentir o fato, porém já era tarde demais e a “notícia”, já tinha surtido o efeito desejado.
    Já o Brasil também acabou sofrendo com o efeito das notícias falsas replicadas massivamente por contas automatizadas, durante as eleições de 2014. Segundo a FGV, 10% do engajamento do debate político durante o período eleitoral, veio das notícias falsas que levavam as pessoas a acreditar que um ou outro candidato tinha o apoio majoritário da população.
    Em ano de eleições presidenciais a preocupação com a propagação de notícias falsas aumenta ao mesmo tempo em que se discuti o efeito que leis mais rigorosas para conter a prática podem ter sobre a liberdade de imprensa. Pois, embora muitos acreditem que ensinar a população a identificar uma notícia falsa da verdadeira seja o melhor caminho, muitos preferem dizer que é a imprensa que está fora de controle. 
    Afinal, vivemos em uma época que definir o que são notícias verdadeiras das que não são em meio ao ato volume de informações nos meios digitais é difícil. Algumas dicas para evitar a propagação das notícias falsas são: 
    • Ler a notícia inteira;
    • Conferir as fontes e quem é o autor da matéria;
    • Ver a data em que ela foi publicada;
    • Checar às informações em outros sites de notícia.
    E o mais importante, não acreditar em tudo o que está na rede, ou então depois de tantos anos de silêncio e luta por sua liberdade, a imprensa pode começar a se ver novamente acuada por uma censura tímida e disfarçada no combate as fake news.
     

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