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Carnaval também é época de chacoalhar a economia
  • Carnaval também é época de chacoalhar a economia

    O Carnaval é um dos feriados mais importantes do Brasil, não apenas pelos espetáculos preparados pelas escolas de samba e os crescentes blocos espalhados pelo Brasil, mas pela irrigação de recursos por toda economia do país. 

    Não existem estimativas de quanto a festa movimenta por ano, mas são milhões de turistas e também de diversas regiões do país que se deslocam para os principais destinos das festas. Também não é à toa, já que o Carnaval se estende por quase toda parte do território brasileiro.

    As capitais de Recife e Olinda, por exemplo, mantêm as tradições originais. São milhares de pessoas saindo pelas ruas, fantasiadas e curtindo ao som do frevo. Inclusive, em Pernambuco acontece o maior bloco carnavalesco do mundo, o “Galo da Madrugada”.

    Outro marco da festa na região são os famosos bonecos gigantes e coloridos que se misturam à população pelas ruas e ladeiras da Cidade Alta, encarnando tipos populares e personagens inspirados em temas atuais e nos noticiários. 

    Outro destino muito procurado no Nordeste é Salvador. Considerado um dos carnavais mais calorosos e animados do Brasil, conta com os três principais circuitos carnavalescos. São mais de 150 blocos organizados, onde se apresentam cantores famosos em cima de enormes trios elétricos animando a multidão. 

    São Paulo já recebeu o título de “túmulo do samba” pelo poeta Vinícius de Moraes, mas isso mudou de figura, já que se tornou o estado mais procurado para as festividades de carnaval e, portanto, não fica para trás diante das festas de outras capitais. Comparando-se a 2015, o aumento de blocos de rua inscritos foi de 69% em 2018.

    Além do Rio de Janeiro, com seus blocos e o tradicional desfile das escolas de samba, a frente econômica cresce nos litorais paulista e nordestino, os quais contam com o suporte de grandes hotéis com ampla estrutura e belíssimas paisagens para confortarem os turistas na agitação da festa brasileira.

    O comércio não fica de fora na lista de setores que mais ganham com a festa. Por conta da festa do Rei Momo, é o campeão de vendas, comparando-se às principais festas nacionais. Considerando que, só em São Paulo, a economia é muito movimentada nesta época do ano com o impacto de vendas em regiões como a da Avenida 25 de Março. 

    A festividade também movimenta os empregos nas principais regiões do Brasil, os blocos de rua e as escolas de samba funcionam como grandes empresas, empregando várias pessoas – da confecção de adereços e fantasias ao gerenciamento e organização da festa. Além da grande quantia gasta em confecção, venda de roupas e fantasias, entram os gordos patrocínios publicitários aos meios de comunicação e aos eventos da própria festa.

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