Carregando...

Brasil abraça imigrantes e concede mais vistos humanitários do que os EUA

Embora o Oceano Atlântico separe o Brasil de uma das maiores crises de refugiados do mundo, o país sempre esteve aberto para receber quem está em busca de um abrigo humanitário.

Desde 2011, o Brasil já concedeu mais de 2,2 mil vistos humanitários para sírios. O número é mais do que o dobro do que os Estados Unidos e alguns países da Europa. O número não quer dizer que mais refugiados vieram para o Brasil do que para outros países e sim que o nosso país concedeu mais status de refugiados a mais pessoas.

Segundo a Organização das Nações Unidas, mais de 200 mil pessoas atravessaram o Mediterrâneo fugindo dos conflitos na Síria. Além da Síria, o Brasil também tem recebido refugiados de outros países do Oriente Médio, da Ásia, da África, do Haiti e, recentemente, também da Venezuela.

Para entender e saber atuar neste cenário, é importantíssimo ter uma formação em Relações Internacionais. A ESAMC oferece graduação em Relações Internacionais e forma todos os anos profissionais capacitados para atender à demanda das empresas e consultorias para identificar oportunidades de negócios internacionais e abertura de mercados para produtos e serviços brasileiros.

O profissional de Relações Internacionais formado pela ESAMC será capaz de conduzir negociações estratégicas entre empresas públicas e privadas na esfera internacional, além de representar seus interesses. A formação da ESAMC também prepara o profissional para atuar como diplomata corporativo, profissional essencial para o estímulo e a manutenção das relações comerciais da empresa com os mercados internacionais.

Em 2016, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) estimou em 20 milhões o número de refugiados no mundo. Portanto, o desafio é imenso, e o Brasil faz parte da Convenção Internacional Sobre o Estatuto dos Refugiados de 1951 e do Protocolo de 1967, além de integrar o ACNUR desde 1958.

Nas últimas duas décadas, a política brasileira para o acolhimento de refugiados avançou após a promulgação do Estatuto do Refugiado (Lei N. 9.474, de 22 de julho de 1997), além da criação do Conare (Comitê Nacional Para Refugiados), presidido pelo Ministério da Justiça e integrado pelo Itamaraty (que exerce a Vice-Presidência), pelos Ministérios da Saúde, Educação e Trabalho e Emprego, pela Polícia Federal e por organizações não governamentais dedicadas a atividades de assistência: o Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH) e as Cáritas Arquidiocesanas do Rio de Janeiro e São Paulo.

Crise dos refugiados

Infelizmente, muita coisa ainda precisa melhorar. Na noite do dia 02 de abril, seis pessoas foram presas na Avenida Paulista, entre elas palestinos que protestavam contra um ato dos movimentos Direta São Paulo e Juntos Pelo Brasil. Estes grupos ultradireitistas são contra as leis dos imigrantes.

Em Roraima, outro problema com imigração também está em curso, com o agravamento da crise da Venezuela. Nos últimos três anos, cresceu 22,122% o número de venezuelanos que solicitaram refúgio naquele estado, que faz fronteira com o país caribenho. Só em 2016, mais de 2 mil venezuelanos pediram refúgio na sede da Polícia Federal em Boa Vista.

No Brasil, os venezuelanos buscam, além de trabalho, uma qualidade de vida melhor, já que a crise que assola a Venezuela deixou os moradores sem produtos básicos de alimentação, higiene e saúde.