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Crise no jornalismo: a internet não é a vilã

Há quem diga que jornais e revistas irão acabar em breve. E que toda a informação será consumida on-line. Consequentemente, a previsão é de que a  profissão de jornalista também corre o risco de ser extinta.

A reflexão, além de pessimista, é também superficial e não abrange a comunicação como um todo, tampouco todas as possibilidades de atuação de um profissional de jornalismo.

O mercado de consumo de informação continuará existindo, não importa o tipo de veículo. A apuração correta e coerente, reportagens reflexivas e linguagem clara, o papel do jornalista é este. Mas é justamente neste momento de transição no mercado editorial que tais elementos têm se tornado raridade entre os grandes veículos de comunicação.

Parte da solução está na formação correta dos profissionais. A ESAMC, por meio da Faculdade de Comunicação, Design e Moda, prepara as pessoas para atuar neste mercado e - principalmente - se tornarem agentes importantes neste meio.

Afinal, o jornalismo é responsável por manter o público informado, identificar informações relevantes para a sociedade e comunicá-las de forma efetiva.

Jornalismo: o fim está próximo?

O jornalismo está próximo do fim? Ou a crise que a comunicação vive é uma consequência da falta de capacitação? Ou um reflexo de que os profissionais estão tendo dificuldade em se adaptar?

O fato é que não basta apenas estar na internet – ou seja, produzir o mesmo tipo de conteúdo do papel no ambiente digital, muitos jornais testaram esta fórmula, que se mostrou um “tiro no pé”.

Poucas empresas de grande mídia têm conseguido fazer isso, o que abre espaço para canais alternativos e até plataformas que permitem textos grandes e reflexivos sobre o assunto – que, não raramente, viralizam internet afora.

A culpa é do textão?

As pessoas estão consumindo mais informação on-line. Mas isso não quer dizer que querem apenas notícias rápida, superficiais e sem reflexão.

É preciso muito mais que aderir ao digital. A tradição conquistada por décadas no papel, muitas vezes, valem nada na versão digital. Para atrair leitores, é preciso promover mudanças integradas. Na rotina de trabalho e na hierarquia; afinal, o leitor digital quer informação instantânea, mas como garantir ética, informação e qualidade?

Certamente, a formação de qualidade que um ensino superior proporciona ainda é um diferencial extremamente importante na hora de produzir informação. E isso, só a faculdade de jornalismo é capaz de dar.

A informação fora do papel vai além do texto, e o visual é tão importante quanto a boa ortografia. Por isso, é essencial que repórteres e designers trabalhem juntos.

Alguns relatórios internacionais também apontam que o jornalismo de nicho é um dos caminhos para a sobrevivência da área. As pessoas querem consumir notícias de especialistas, e não somente de portadores delas. Aliás, essa proximidade com o leitor heavy user de internet é um dos motivos pelos quais blogs fazem tanto sucesso. 

Mas nenhuma fórmula funciona se o jornalista - foca ou veterano - continua vendo a internet como a vilã da profissão. A rede, por exemplo, possibilita vantagens que o papel tentou por décadas, mas não teve êxito: o engajamento.

“Talvez nada construa a fidelidade do leitor tanto quanto o engajamento – o sentimento de ser parte de uma comunidade”, prevê um relatório divulgado recentemente pelo ‘“The Times”, que aponta as tendências para o jornalismo em 2020.