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Trump abandona o Acordo de Paris: o que vai acontecer?

Que a passagem de Donald Trump pela presidência dos Estados Unidos seria polêmica, ninguém tinha dúvida. Mas a decisão do magnata de abandonar o Acordo de Paris logo nos primeiros meses de gestão assustou o mundo e deu uma amostra do que o meio ambiente pode esperar pelos próximos anos.

O tema certamente aparecerá em algumas provas de vestibular, assim como no Enem, e interessa aos estudantes de cursos diversos, da sociologia à engenharia ambiental. Com ele, uma dúvida que assola toda a comunidade mundial: e agora, o que vai acontecer com o Acordo de Paris?

Para ajudar a entender tudo que está se passando, resolvemos explicar o tema em três tópicos de fácil entendimento. Vamos a eles:

1 - Você sabe o que é o Acordo de Paris?

Rejeitado apenas por Nicarágua, Síria e, agora, os Estados Unidos, o Acordo de Paris foi assinado por 195 países e compromete todas as nações envolvidas a diminuir de maneira gradual as emissões de gases que causam o efeito estufa.

O acordo tem a missão de prevenir um aumento maior do que dois graus celsius na temperatura média global. Isso seria o suficiente para provocar secas em vários continentes do planeta, aumentar o número de tornados e tempestades, além de elevar o nível dos oceanos.

A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima foi o palco da assinatura do acordo, que entrou em vigor em novembro de 2016. As metas estipuladas foram definidas a partir de uma análise da comunidade científica mundial que demonstrou que o aumento das temperaturas do planeta foram causados pela atividade humana. Os cientistas pensam que 95% das alterações são responsabilidade nossa e 5% da natureza.

2- Obama disse sim, Trump disse não

Assinado por Barack Obama em 2015, o Acordo de Paris foi prontamente rejeitado por Donald Trump logo que assumiu a presidência. Ele deixou claro que não vai se comprometer a reduzir de 28% para 26% a emissão de gases dos Estados Unidos até 2025. 

A atitude do novo presidente norte-americano já era esperada por especialistas políticos e ambientais. Em sua campanha presidencial, Trump demonstrou ser favorável às teorias de uma pequena parcela de cientistas que nega a responsabilidade do homem no aquecimento global. A linha de teoria dessa vertente de pesquisadores afirma que as mudanças de temperatura fazem parte do ciclo natural do planeta e aconteceriam mesmo sem a interferência do homem.

Inclusive, o presidente já afirmou inúmeras vezes em entrevistas e em sua conta no Twitter que o aquecimento global é uma mentira inventada pelos chineses com um único propósito: tornar a indústria norte-americana menos competitiva. Deste modo, a China conquistaria ainda mais mercado e o Estados Unidos perderiam o seu status de potência industrial.

Os responsáveis pelo planejamento da economia norte-americana, nomeados pelo presidente, também acreditam que o Acordo de Paris poderia impedir o crescimento industrial dos Estados Unidos, uma promessa feita por todos os cantos do país durante a campanha. Isso porque a produção e consumo de combustíveis fósseis voltaram a ser protagonistas na política desenvolvimentista dos Estados Unidos.

3 - E agora, o que vai acontecer?

A saída dos Estados Unidos do tratado gerou uma série de comentários negativos vindos da imprensa em todo o mundo. França, Alemanha e Itália se manifestaram sobre o tema com uma declaração conjunta:

“Nós, os chefes de Estado e de Governo da França, Itália e Alemanha, recebemos com pesar a decisão dos Estados Unidos de abandonar o acordo universal contra as mudanças climáticas. Não se pode renegociar o acordo porque ele é um instrumento vital para nosso planeta, sociedade e economia”.

Até mesmo o governo brasileiro, que devido às crises internas não tem se pronunciado sobre temas e eventos internacionais, manifestou-se dizendo que recebeu com “profunda preocupação e decepção” a decisão da Casa Branca.

A saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris representa um duro golpe no combate ao aquecimento global. O país é o segundo maior poluente do planeta, perdendo apenas para a China.

Entretanto, uma luz no fim do túnel surgiu mesmo com a decisão norte-americana. Estados importantes capitaneados pelos gigantes Nova Iorque e Califórnia deixaram claro que continuarão comprometidos com a diminuição das emissões de poluentes. Desta maneira, os Estados Unidos cumprem com o tratado, indiretamente, mesmo com um direcionamento oposto ao do presidente.

Isso é possível graças a legislação norte-americana. Ela dá autonomia aos estados para que tomem esse tipo de decisão, mesmo que a Casa Branca seja contra.

Decisões como a descriminalização da maconha e a pena de morte possuem regras diferentes em cada estado do país.

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